
Por que o aquecimento por infravermelho é melhor que o aquecimento por ar quente (e em que casos não é)? Vamos falar sobre o atraso no processo de aquecimento. Se você usar o método de circulação de ar quente, na verdade está apenas esperando. Você aquece o ar e depois espera que esse ar aqueça a placa semicondutora. É um processo intermediário. No processamento de semicondutores, esse atraso é um problema grave: ele reduz a velocidade de produção e desacelera tudo. É por isso que estamos migrando para o aquecimento por infravermelho. Esse método elimina completamente o processo intermediário. O infravermelho atinge diretamente o alvo por meio de radiação. Sem espera, sem demoras. A diferença de velocidade é enorme. Pense em um forno de convecção: ele tem uma grande inércia térmica. Se você mudar a temperatura, precisa esperar que todo o ar se aqueça. É lento. Já as lâmpadas infravermelhas atingem seu alvo em milissegundos. Nós as combinamos com termopares de alta precisão, localizados diretamente no bloco de aquecimento, para manter tudo sob controle. Isso significa que você pode ajustar a temperatura sem problemas, sem aqueles atrasos causados pelos fornos a ar forçado. Mas não basta simplesmente ligar a lâmpada e esperar pelo melhor resultado. É preciso ter um sistema de feedback para manter tudo sob controle. Usamos termopares com baixa massa térmica. Por quê? Porque, se o sensor for muito grande, haverá atraso na leitura da temperatura. Você pode ver uma leitura que está 2 ou 3 segundos atrás do que realmente acontece na superfície da placa. Em linhas de produção de alta velocidade, alguns segundos fazem toda a diferença entre uma placa perfeita e uma placa danificada. Montamos os sensores o mais próximo possível do substrato, para manter o controle preciso da temperatura. Mas há um problema. O infravermelho não é uma solução mágica para tudo. Embora seja extremamente rápido, ele pode ser imprevisível. Se a geometria da lâmpada não for perfeitamente adaptada ao layout da placa, você acabará com “pontos quentes” na placa. O ar quente é como um cobertor quente – é uniforme. Já o infravermelho é como um feixe de luz – é direcional. É preciso equilibrar a potência da lâmpada e a distância entre ela e a placa, para garantir que o calor seja distribuído uniformemente. E se você negligenciar a proteção adequada, os componentes ao redor da placa podem ser danificados enquanto ela ainda está tentando se aquecer. É preciso um pouco mais de cuidado, mas a velocidade obtida compensa esse esforço.